A Maçonaria é essencialmente uma Escola de Valores e uma prática de Fraternidade. O método maçónico apoia-se em símbolos e alegorias, contidas num RITO. O Rito é um conjunto coerente e integrado de Rituais para os diferentes momentos em que se estrutura o trabalho maçónico. O primeiro momento é a INICIAÇÃO, ritual destinado a marcar uma efectiva ruptura entre o estado profano e o caminho de pesquisa e aperfeiçoamento que o Iniciado vai prosseguir daí em diante.

Introdução

A Maçonaria é essencialmente uma Escola de Valores e uma prática de Fraternidade. O método maçónico apoia-se em símbolos e alegorias, contidas num RITO. O Rito é um conjunto coerente e integrado de Rituais para os diferentes momentos em que se estrutura o trabalho maçónico. O primeiro momento é a INICIAÇÃO, ritual destinado a marcar uma efectiva ruptura entre o estado profano e o caminho de pesquisa e aperfeiçoamento que o Iniciado vai prosseguir daí em diante.

O caminho de cada individuo adquire possibilidade e pleno sentido quando integrado numa comunidade de Iniciados, que continuam os trabalhos realizados pelos seus antecessores, transmitindo-os enriquecidos às futuras gerações, sedimentados num património de conhecimento designado TRADIÇÃO.

Esta transmissão nas cerimónias iniciáticas opera-se entre a Loja e o Iniciado criando uma cadeia ininterrupta de Mestre a Discípulo que liga cada Maçon ao começo dos Tempos.

A transmissão iniciática é suportada por um conjunto de regras de conduta que existem desde tempos imemoriais, durante muito tempo sob a forma de lei não escrita, essenciais à definição e funcionamento de qualquer Jurisdição Maçónica. Na opinião da grande maioria dos teóricos, os Landmarks são imutáveis e todo o Maçon é obrigado a mantê-los intactos, em virtude de solenes e invioláveis compromissos.

Daí os princípios: 

1. Um Landmark é irreformável perpetuamente;

2. Nenhum novo Landmark pode ser criado;

3. Teoricamente poderá, contudo, ser explicitado;

4. Mesmo que se concebesse a possibilidade de se reunir numa convenção mundial todos os Maçons regulares do planeta, e que mesmo que essa convenção emitisse um voto unânime, ele seria detido pelas regras acima citadas;

5. Um Landmark não é um símbolo, nem uma alegoria, mas uma regra;

6. Não é, contudo, um dogma, pois é de origem humana;

7. Qualquer um que discorde destas máximas sai "ipso facto" da verdade Maçónica.

 

Landmarks

De acordo com A. Mackey, os Landmarks são em número de 25:

1.   Meios de reconhecimento;

2.   A divisão em graus da Maçonaria simbólica;

3.   A lenda do 3° grau;

4.   O governo da Fraternidade por um Grão-Mestre eleito por todos os Maçons;

5.   A prerrogativa do Grão-Mestre de presidir a toda e qualquer reunião de Maçons no território de sua jurisdição;

6.   A faculdade do Grão-Mestre de autorizar dispensa para conferir Graus antes do tempo regulamentar;

7.   A prerrogativa do Grão-Mestre de conceder licença para instalação e funcionamento das Lojas;

8.   A prerrogativa do Grão-Mestre de iniciar e exaltar à vista;

9.   A necessidade dos Maçons de se distribuírem em Lojas;

10.   O governo de cada Loja por um Venerável e dois Vigilantes;

11.   A necessidade da Loja trabalhar a coberto;

12.   O direito de todo o mestre Maçon de ser representado nas assembleias gerais da Ordem e dar instruções aos seus representantes;

13.   O direito de todo Maçon recorrer em alçada perante a Grande Loja ou a Assembleia Geral contra as resoluções de sua Loja;

14.   O direito de todo o Maçon de visitar e de ter assento nas Lojas regulares;

15.   Que, se ninguém conhece pessoalmente na Loja o Maçon que a  visita, não se lhe dará entrada sem se proceder a um trolhamento rigoroso;

16.   Que nenhuma Loja pode imiscuir-se nas actividades de outra;

17.   Que todo Maçon está sujeito às leis penais e regulamentos maçónicos vigentes na jurisdição em que vive;

18.   Que todo candidato à iniciação há de ser homem livre e de maior idade;

19.   Que todo o Maçon há de crer na existência de Deus como Grande Arquitecto do Universo;

20.   Que todo o Maçon há de crer na ressurreição e uma vida futura;

21.   Que um livro da Lei de Deus deve constituir parte indispensável do equipamento de uma Loja;

22.   Que todos os homens são iguais perante Deus e que na Loja se encontram num mesmo nível;

23.   Que a Maçonaria é uma Sociedade secreta de posse de segredos que não podem ser divulgados;

24.   A Maçonaria consiste em uma ciência especulativa fundada numa arte operativa;

25.   Que os Landmarks da Maçonaria são inalteráveis.

A Grande Loja Tradicional de Portugal adere integralmente aos Landmarks de A. Mackey, com as seguintes explicitações, resultantes do diferente conteúdo semântico das palavras na mudança de Idioma e na passagem do Tempo:

Entendemos que onde Mackey escreveu “Man” (Homem) subentendeu o conjunto da “Mankind” (Humanidade), incluindo evidentemente as pessoas do sexo feminino. A GLTP considera abusiva e errónea a interpretação restrita que limitaria ao sexo masculino o acesso à Ordem Maçónica.

Que a crença em Deus é uma questão de consciência, absolutamente inviolável, e que, portanto, a pergunta não se pode colocar. Cabe a cada um, nos momentos da sua vida em que se interrogue, formular a resposta, que pode variar no tempo ou mesmo ser intransmissível por palavras. Assim a GLTP enuncia aos Candidatos os princípios em que se baseia e deixa inteiramente à consciência de cada um aceitar pertencer-lhe ou não, sem que tenha que formular, directa ou indirectamente, uma resposta explícita.

A Maçonaria não é uma religião nem um substituto para a Religião. As discussões de tipo religioso são totalmente proibidas. As referências ao GADU devem ser tão escassas quanto possível e quaisquer práticas de tipo religioso, como orações e invocações, devem ser evitadas. De igual modo deve ser totalmente banida qualquer manifestação de menor respeito pela religião que cada um entenda adoptar. 

A Maçonaria é uma sociedade secreta apenas no sentido em que os seus trabalhos exigem um espaço sagrado, por implicarem um corte com as paixões e os ritmos temporais típicos do mundo profano, de modo a que o seu método próprio possa produzir resultados. A GLTP não permite no seu seio práticas contrárias ou à margem das Leis do Estado, nomeadamente quanto à ocultação da filiação. No entanto a GLTP defenderá o direito à privacidade de todos os seus membros e jamais revelará a identidade dos seus filiados, excepto às Autoridades legítimas nas circunstâncias que a Lei ditar.

Os segredos que a Maçonaria conserva na sua posse não podem ser divulgados porque são descobertas individuais e intransmissíveis que estão reservadas aos seus Iniciados, e que mesmo quando comunicadas a outrem não fazem para ele qualquer sentido.

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